domingo, 23 de dezembro de 2012


Animação Socioeducativa e Educação ao Longo da Vida

A Animação Socioeducativa tem uma relação com a intervenção da educação para a autonomia dos indivíduos e dos grupos, por intermédio do tempo livre e do lazer fora do contexto escolar obrigatório. A Animação está assente numa base de participação que não se resume, apenas, a uma ideia, mas implica uma atitude positiva, motivada e a envolvência num processo participativo. Sem processo participativo é impossível existir Animação. P. Waichman define a animação como subsistema da educação. Assim como a escolaridade é um subsistema da educação, a Animação também o é. Nesta linha, surge a animação como processo de libertação do individuo que gera aprendizagem de vida voluntariamente em complementaridade com a escola. A função do animador passa por facilitar as condições para que cada individuo possa pensar e agir de forma mais autónoma, tornando-se agente essencial do seu desenvolvimento, ajudando a construir-se como sujeito. Segundo Ph. Meirreu a função da pedagogia é passar as atividades espontâneas, a atividades refletidas de forma democrática. A escola e a família têm um papel preponderante neste processo educativo, mas o animador, no seio do grupo, privilegia a perspetiva socioeducativa, na medida em que a educação só é realmente útil à democracia, quando visa uma transformação da sociedade. Ao invés de uma socialização com orientação normativa que prepara e espera que o individuo desempenhe o papel a ele designado num modelo de conformismo, a Animação propõe uma socialização com orientação dinâmica que visa a aprendizagem de saberes ao longo da vida com a participação de todos.

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