Animação Socioeducativa e Educação ao Longo da Vida
A Animação Socioeducativa tem uma relação com a intervenção
da educação para a autonomia dos indivíduos e dos grupos, por intermédio do
tempo livre e do lazer fora do contexto escolar obrigatório. A Animação está
assente numa base de participação que não se resume, apenas, a uma ideia, mas
implica uma atitude positiva, motivada e a envolvência num processo
participativo. Sem processo participativo é impossível existir Animação. P.
Waichman define a animação como subsistema da educação. Assim como a
escolaridade é um subsistema da educação, a Animação também o é. Nesta linha,
surge a animação como processo de libertação do individuo que gera aprendizagem
de vida voluntariamente em complementaridade com a escola. A função do animador
passa por facilitar as condições para que cada individuo possa pensar e agir de
forma mais autónoma, tornando-se agente essencial do seu desenvolvimento,
ajudando a construir-se como sujeito. Segundo Ph. Meirreu a função da pedagogia
é passar as atividades espontâneas, a atividades refletidas de forma
democrática. A escola e a família têm um papel preponderante neste processo
educativo, mas o animador, no seio do grupo, privilegia a perspetiva
socioeducativa, na medida em que a educação só é realmente útil à democracia,
quando visa uma transformação da sociedade. Ao invés de uma socialização com
orientação normativa que prepara e espera que o individuo desempenhe o papel a ele
designado num modelo de conformismo, a Animação propõe uma socialização com
orientação dinâmica que visa a aprendizagem de saberes ao longo da vida com a
participação de todos.

